Do sul · Sem pressa
Sobre nós
A elegância de sempre veste-se.
Não nascemos numa sala de reuniões, mas numa sobremesa que se prolongou até ao entardecer.

(01)
Tudo começou por uma camisa.
A do avô: larga, de colarinho grande, com o bolso quadrado e as iniciais bordadas. A de sempre.

(02)
Assim vestiam os de antes.
No campo, no passeio marítimo, na praça. A mesma camisa para os três lugares onde se quer estar.

(03)
Um dia deixaram de se fazer assim.
Perguntámo-nos porquê — e não encontrámos nenhuma resposta que valesse a pena.

Sem pressa
Tudo passa: as modas, as pressas, os verões. Por isso não desenhamos para uma estação. Desenhamos para a vida que fica depois.

(04)
Então voltámos a fazê-las.
O mesmo ofício, o mesmo tecido, o mesmo carácter. Em pequenas tiragens, sem pressa, em poucas mãos.
G

(05)
Feitas para durar.
E para envelhecer bem — como o seu dono. Um dia, alguém herdará a tua.
